Saudades…

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Léo: irmão

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Nós te amamos, Léo!

Sempre te amaremos

Espero que ai seja bonito,

Aguarde tranqüilo,

um dia, você nos verá de novo!

É triste aqui, mas espero que seja feliz ai!

Um grande beijo,

não queria que tivesse partido.

Uma dose de tempo

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Devaneio perigoso

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Bem-vindo ao meu pesadelo. Como chegaste? Sabes? Não guardo todas as respostas, apenas proponho algumas.

Ah, sim…desse modo me divertes..com esse sorriso diabólico e esse jeito tão sem graça.

Ouves? O som por detrás daquela porta…ah tu desejas atravessá-la? Pois bem, à vontade…apenas não me perguntes o que te aguarda..já disse que não sei responder-te…eu, cruel?

Não, tu que estás aqui nesse espaço, lembras? Eu o criei para ti, mas tu que me inspiraste…

Sim, sim…o drama, eis o drama de todas as coisas…sempre um problema, não é mesmo?

Amor….arrogante sentimento..eu filósofo?…é meu jeito, aquele que já conheces…ah, não, minto..nunca conheceste….nunca me conheceste…nunca quiseste, realmente…

Se tu sairás daqui? Talvez…

Queres?

Apenas, atravessa a porta..e boa sorte…

Barulho? Que barulho?

 Ah, são apenas as batidas do meu coração. Mas não te importas, não é?

Segue em frente, é só seguir…

Um estrondo,

Um grito,

Um clarão,

Mas não disseste que era esta a porta?

Eu menti…

 (Camila Cesário Lérco)

 

Um ponto de relevância portuguesa.

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A questão Coimbrã é entendida como um acontecimento literário português e decorre, principalmente, de um conflito de princípios entre Antero de Quental e Feliciano de Castilho. Enquanto o primeiro acreditava que a literatura deveria ter um papel social, cuja função do autor seria guiar o povo para uma tomada de consciência dos problemas do país, o outro tinha como idéia o não comprometimento literário, pois via como literatura o isto ou aquilo, ela não necessitaria de nenhum posicionamento ideológico, servindo apenas ao exercício criativo do escritor.

Feliciano de Castilho era o líder da escola de elogios mútuos, em que certos escritores faziam literatura e o tinham como censor de qualidade de suas obras. Por causa disso, Antero de Quental tece uma crítica ao autor, uma vez que não concordava com esses rumos do movimento e desejava, antes, inovar, produzindo algo que tivesse uma utilidade e que produzisse autores com senso crítico, de trabalho livre e não servidores de uma postura vigente. Para ele, o autor deveria estar livre de julgos para produzir o “bem, o belo, o verdadeiro”, pois somente assim se iria ter algo comprometido com princípios morais, ausente de “respeitos inúteis”. Fazia-se necessário desprezar as vaidades literárias, que pouco acrescentavam ao objetivo maior: as transformações.

Nesse sentido, a revolução que propunha Antero, deveria começar com a mudança do indivíduo, para depois alcançar a nação. O sujeito deveria ter alterada sua forma de pensar e ter consciência de si próprio, de seus direitos e deveres e da história nacional, para conhecer os meios da regeneração.

Para tanto, é nesse movimento ideológico que se encontra o espaço da liberdade individual. Um ser detentor da razão, com pensamentos claros e opinião própria é livre para conhecer a verdade.

Assim, pela perspectiva de tal autor, faz-se imprescindível a Portugal caminhar para a modernidade, conhecendo o passado, esquecendo-o, trabalhando o presente, para se produzir um futuro melhor, onde os cidadãos portugueses, com pensamentos livres, serão soldados de um ideal unificado. E, com isso, a liderança só se fará importante para a organização de um interesse comum.

Por essas idéias, Antero de Quental dá os primeiros passos para a formação de uma nova escola, que abandonará essas proposições metafísicas e que passará a propor uma atuação mais concreta da literatura, com uma avaliação mais direta do indivíduo e da sociedade.

Por Camila Cesário Lérco.

O coração delator - Edgar Alan Poe

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É verdade! Nervoso, muito, muito nervoso mesmo eu estive e estou; mas por que você vai dizer que estou louco? A doença exacerbou meus sentidos, não os destruiu, não os embotou. Mais que os outros estava aguçado o sentido da audição. Ouvi todas as coisas no céu e na terra. Ouvi muitas coisas no inferno. Como então posso estar louco? Preste atenção! E observe com que sanidade, com que calma, posso lhe contar toda a história.

É impossível saber como a idéia penetrou pela primeira vez no meu cérebro, mas, uma vez concebida, ela me atormentou dia e noite. Objetivo não havia. Paixão não havia. Eu gostava do velho. Ele nunca me fez mal. Ele nunca me insultou. Seu ouro eu não desejava. Acho que era seu olho! É, era isso! Um de seus olhos parecia o de um abutre - um olho azul claro coberto por um véu. Sempre que caía sobre mim o meu sangue gelava, e então pouco a pouco, bem devagar, tomei a decisão de tirar a vida do velho, e com isso me livrar do olho, para sempre.

Agora esse é o ponto. O senhor acha que sou louco. Homens loucos de nada sabem. Mas deveria ter-me visto. Deveria ter visto com que sensatez eu agi — com que precaução —, com que prudência, com que dissimulação, pus mãos à obra! Nunca fui tão gentil com o velho como durante toda a semana antes de matá-lo. E todas as noites, por volta de meia-noite, eu girava o trinco da sua porta e a abria, ah, com tanta delicadeza! E então, quando tinha conseguido uma abertura suficiente para minha cabeça, punha lá dentro uma lanterna furta-fogo bem fechada, fechada para que nenhuma luz brilhasse, e então eu passava a cabeça. Ah! o senhor teria rido se visse com que habilidade eu a passava. Eu a movia devagar, muito, muito devagar, para não perturbar o sono do velho. Levava uma hora para passar a cabeça toda pela abertura, o mais à frente possível, para que pudesse vê-lo deitado em sua cama. Aha! Teria um louco sido assim tão esperto? E então, quando minha cabeça estava bem dentro do quarto, eu abria a lanterna com cuidado — ah!, com tanto cuidado! —, com cuidado (porque a dobradiça rangia), eu a abria só o suficiente para que um raiozinho fino de luz caísse sobre o olho do abutre. E fiz isso por sete longas noites, todas as noites à meia-noite em ponto, mas eu sempre encontrava o olho fechado, e então era impossível fazer o trabalho, porque não era o velho que me exasperava, e sim seu Olho Maligno. E todas as manhãs, quando o dia raiava, eu entrava corajosamente no quarto e falava Com ele cheio de coragem, chamando-o pelo nome em tom cordial e perguntando como tinha passado a noite. Então, o senhor vê que ele teria que ter sido, na verdade, um velho muito astuto, para suspeitar que todas as noites, à meia-noite em ponto, eu o observava enquanto dormia.

Na oitava noite, eu tomei um cuidado ainda maior ao abrir a porta. O ponteiro de minutos de um relógio se move mais depressa do que então a minha mão. Nunca antes daquela noite eu sentira a extensão de meus próprios poderes, de minha sagacidade. Eu mal conseguia conter meu sentimento de triunfo. Pensar que lá estava eu, abrindo pouco a pouco a porta, e ele sequer suspeitava de meus atos ou pensamentos secretos. Cheguei a rir com essa idéia, e ele talvez tenha ouvido, porque de repente se mexeu na cama como num sobressalto. Agora o senhor pode pensar que eu recuei — mas não. Seu quarto estava preto como breu com aquela escuridão espessa (porque as venezianas estavam bem fechadas, de medo de ladrões) e então eu soube que ele não poderia ver a porta sendo aberta e continuei a empurrá-la mais, e mais.

Minha cabeça estava dentro e eu quase abrindo a lanterna quando meu polegar deslizou sobre a lingüeta de metal e o velho deu um pulo na cama, gritando:

— Quem está aí?

Fiquei imóvel e em silêncio. Por uma hora inteira não movi um músculo, e durante esse tempo não o ouvi se deitar. Ele continuava sentado na cama, ouvindo bem como eu havia feito noite após noite prestando atenção aos relógios fúnebres na parede.

Nesse instante, ouvi um leve gemido, e eu soube que era o gemido do terror mortal. Não era um gemido de dor ou de tristeza — ah, não! era o som fraco e abafado que sobe do fundo da alma quando sobrecarregada de terror. Eu conhecia bem aquele som. Muitas noites, à meia-noite em ponto, ele brotara de meu próprio peito, aprofundando, com seu eco pavoroso, os terrores que me perturbavam. Digo que os conhecia bem. Eu sabia o que sentia o velho e me apiedava dele embora risse por dentro. Eu sabia que ele estivera desperto, desde o primeiro barulhinho, quando se virara na cama. Seus medos foram desde então crescendo dentro dele. Ele estivera tentando fazer de conta que eram infundados, mas não conseguira. Dissera consigo mesmo: “Isto não passa do vento na chaminé; é apenas um camundongo andando pelo chão”, ou “É só um grilo cricrilando um pouco”. É, ele estivera tentando confortar-se com tais suposições; mas descobrira ser tudo em vão. Tudo em vão, porque a Morte ao se aproximar o atacara de frente com sua sombra negra e com ela envolvera a vítima. E a fúnebre influência da despercebida sombra fizera com que sentisse, ainda que não visse ou ouvisse, sentisse a presença da minha cabeça dentro do quarto.

Quando já havia esperado por muito tempo e com muita paciência sem ouvi-lo se deitar, decidi abrir uma fenda — uma fenda muito, muito pequena na lanterna. Então eu a abri — o senhor não pode imaginar com que gestos furtivos, tão furtivos — até que afinal um único raio pálido como o fio da aranha brotou da fenda e caiu sobre o olho do abutre.

Ele estava aberto, muito, muito aberto, e fui ficando furioso enquanto o fitava. Eu o vi com perfeita clareza - todo de um azul fosco e coberto por um véu medonho que enregelou até a medula dos meus ossos, mas era tudo o que eu podia ver do rosto ou do corpo do velho, pois dirigira o raio, como por instinto, exatamente para o ponto maldito.

E agora, eu não lhe disse que aquilo que o senhor tomou por loucura não passava de hiperagudeza dos sentidos? Agora, repito, chegou a meus ouvidos um ruído baixo, surdo e rápido, algo como faz um relógio quando envolto em algodão. Eu também conhecia bem aquele som. Eram as batidas do coração do velho. Aquilo aumentou a minha fúria, como o bater do tambor instiga a coragem do soldado.

Mas mesmo então
eu me contive e continuei imóvel. Quase não respirava. Segurava imóvel a lanterna. Tentei ao máximo possível manter o raio sobre o olho. Enquanto isso, aumentava o diabólico tamborilar do coração. Ficava a cada instante mais e mais rápido, mais e mais alto. O terror do velho deve ter sido extremo. Ficava mais alto, estou dizendo, mais alto a cada instante! — está me entendendo? Eu lhe disse que estou nervoso: estou mesmo. E agora, altas horas da noite, em meio ao silêncio pavoroso dessa casa velha, um ruído tão estranho quanto esse me levou ao terror incontrolável. Ainda assim por mais alguns minutos me contive e continuei imóvel. Mas as batidas ficaram mais altas, mais altas! Achei que o coração iria explodir. E agora uma nova ansiedade tomava conta de mim — o som seria ouvido por um vizinho! Chegara a hora do velho! Com um berro, abri por completo a lanterna e saltei para dentro do quarto. Ele deu um grito agudo — um só. Num instante, arrastei-o para o chão e derrubei sobre ele a cama pesada. Então sorri contente, ao ver meu ato tão adiantado. Mas por muitos minutos o coração bateu com um som amortecido. Aquilo, entretanto, não me exasperou; não seria ouvido através da parede. Por fim, cessou. O velho estava morto. Afastei a cama e examinei o cadáver. É, estava morto, bem morto. Pus a mão sobre seu coração e a mantive ali por muitos minutos. Não havia pulsação. Ele estava bem morto. Seu olho não me perturbaria mais.
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Se ainda me acha louco, não mais pensará assim quando eu descrever as sensatas precauções que tomei para ocultar o corpo. A noite avançava, e trabalhei depressa, mas em silêncio. Antes de tudo desmembrei o cadáver. Separei a cabeça, os braços e as pernas.

Arranquei três tábuas do assoalho do quarto e depositei tudo entre as vigas. Recoloquei então as pranchas com tanta habilidade e astúcia que nenhum olho humano — nem mesmo o dele — poderia detectar algo de errado. Nada havia a ser lavado — nenhuma mancha de qualquer tipo — nenhuma marca de sangue. Eu fora muito cauteloso. Uma tina absorvera tudo - ha! ha!

Quando terminei todo aquele trabalho, eram quatro horas — ainda tão escuro quanto à meia-noite.
Quando o sino deu as horas, houve uma batida à porta da rua. Desci para abrir com o coração leve — pois o que tinha agora a temer? Entraram três homens, que se apresentaram, com perfeita suavidade, como oficiais de polícia. Um grito fora ouvido por um vizinho durante a noite; suspeitas de traição haviam sido levantadas; uma queixa fora apresentada à delegacia e eles (os policiais) haviam sido encarregados de examinar o local.

Sorri — pois o que tinha a temer? Dei as boas-vindas aos senhores. O grito, disse, fora meu, num sonho. O velho, mencionei, estava fora, no campo. Acompanhei minhas visitas por toda a casa. Incentivei-os a procurar — procurar bem. Levei-os, por fim, ao quarto dele. Mostrei-lhes seus tesouros, seguro, imperturbável. No entusiasmo de minha confiança, levei cadeiras para o quarto e convidei-os para ali descansarem de seus afazeres, enquanto eu mesmo, na louca audácia de um triunfo perfeito, instalei minha própria cadeira exatamente no ponto sob o qual repousava o cadáver da vítima.

Os oficiais estavam satisfeitos. Meus modos os haviam convencido. Eu estava bastante à vontade. Sentaram-se e, enquanto eu respondia animado, falaram de coisas familiares. Mas, pouco depois, senti que empalidecia e desejei que se fossem. Minha cabeça doía e me parecia sentir um zumbido nos ouvidos; mas eles continuavam sentados e continuavam a falar. O zumbido ficou mais claro — continuava e ficava mais claro: falei com mais vivacidade para me livrar da sensação: mas ela continuou e se instalou — até que, afinal, descobri que o barulho não estava dentro de meus ouvidos.

Sem dúvida agora fiquei muito pálido; mas falei com mais fluência, e em voz mais alta. Mas o som crescia - e o que eu podia fazer? Era um som baixo, surdo, rápido — muito parecido com o som que faz um relógio quando envolto em algodão. Arfei em busca de ar, e os policiais ainda não o ouviam. Falei mais depressa, com mais intensidade, mas o barulho continuava a crescer. Levantei-me e discuti sobre ninharias, num tom alto e gesticulando com ênfase; mas o barulho continuava a crescer. Por que eles não podiam ir embora? Andei de um lado para outro a passos largos e pesados, como se me enfurecessem as observações dos homens, mas o barulho continuava a crescer. Ai meu Deus! O que eu poderia fazer? Espumei — vociferei — xinguei! Sacudi a cadeira na qual estivera sentado e arrastei-a pelas tábuas, mas o barulho abafava tudo e continuava a crescer. Ficou mais alto — mais alto — mais alto! E os homens ainda conversavam animadamente, e sorriam. Seria possível que não ouvissem? Deus Todo-Poderoso! — não, não? Eles ouviam! — eles suspeitavam! — eles sabiam! - Eles estavam zombando do meu horror! — Assim pensei e assim penso. Mas qualquer coisa seria melhor do que essa agonia! Qualquer coisa seria mais tolerável do que esse escárnio. Eu não poderia suportar por mais tempo aqueles sorrisos hipócritas! Senti que precisava gritar ou morrer! — e agora — de novo — ouça! mais alto! mais alto! mais alto! mais alto!

— Miseráveis! — berrei — Não disfarcem mais! Admito o que fiz! levantem as pranchas! — aqui, aqui! — são as batidas do horrendo coração!

Os Novos Renascentistas, de Margaret Lobenstine.

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Comprei esse livro nas férias. Não sou apreciadora de literatura de auto-ajuda, mas achei interessante o tema. Trata-se de pessoas que possuem múltiplos interesses. Aquele tipo de gente que faz uma coisa, larga, faz outra diferente ou parecida, não satisfeita, termina ou pára no meio e começa outra atividade. Enfim, que tem certa (ou muita) dificuldade em escolher ou delinear um objetivo. Pois é, muita gente tem um pouco disso, mas outras têm muito. O livro tem aqueles insites de obras de auto-ajuda, aquela coisa - “ah, é isso, mas, como ela definiu tão bem?”, além dos exemplos clássicos de pessoas bem sucedidas e repetir bastante o óbvio, mas não é ruim de todo e pode ajudar sim, ao menos, a compreender algumas situações, além de definir um novo perfil de personalidade.

Bem, quem quiser saber, eu li até mais ou menos a página 100 (são umas 300) e já achei umas respostas para mim, dai parei porque começou a ficar óbvio demais. De fato, se ficou óbvio deve ter sido pelo motivo de já ter me reconhecido (ou não) nas relações estabelecidas no livro.

Acho que vou emprestar ou dá-lo a alguém. Vou comprar alguma ficção ou biografia interessante. É bem melhor.

you lost your trust

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See you soon
(Coldplay)

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So you lost your trust
That you never should have
No,you never should have
But don’t break your back
If you ever see this
But don’t answer that
In a bullet proof vest
With the windows all closed
I’ll be doing my best
I’ll see you soon
In a telescope lens
And when all you want is friends
I’ll see you soon

So they came for you
They came snapping at your heels
They come snapping at your heels
But don’t break your back
If you ever say this
But don’t answer that

Cause in a bullet proof vest
With the windows all closed
I’ll be doing my best
And I’ll see you soon

In a telescope lens
And when all you want is friends
I’ll see you soon
Ah Ooooh

And oh, you lost your trust
And oh, you lost your trust
No, don’t lose your trust
And oh, you lost your trust

KINGS OF CONVENIENCE

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Kings of Convenience

Know How

Riding on this know-how
Never been here before
Peculiarly entrusted
Possibly that’s all
Is history recorded?
Does someone have a tape?
Surely, I’m no pioneer
Constellations stay the same

Just a little bit of danger
When intriguingly
Our little secret
Trusts that you trust me
‘Cause no one will ever know
That this was happening
So tell me why you listen
When nobody’s talking

What is there to know?
All this is what it is
You and me alone
Sheer simplicity

What is there to know?
All this is what it is
You and me alone
Sheer simplicity

What is there to know?
All this is what it is
You and me alone
Sheer simplicity

Break

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VICTOR HUGO - LE GRAND POÈTE

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Victor Hugo

Estudei este poema estes últimos dias e gostei muito. Ele tem um tom elevado, deve ser declamado para fazer sortir o efeito da musicalidade.
Como diz meu professor: Victor Hugo é Victor Hugo!
Assim que eu tiver um tempo, vou tentar traduzir e veremos o que sai.

Lisez!

Sonnez, sonnez toujours, clairons de la pensée.

Quand Josué rêveur, la tête aux cieux dressée,
Suivi des siens, marchait, et, prophète irrité,
Sonnait de la trompette autour de la cité,
Au premier tour qu’il fit, le roi se mit à rire ;
Au second tour, riant toujours, il lui fit dire :
” Crois-tu donc renverser ma ville avec du vent ? ”
À la troisième fois l’arche allait en avant,
Puis les trompettes, puis toute l’armée en marche,
Et les petits enfants venaient cracher sur l’arche,
Et, soufflant dans leur trompe, imitaient le clairon ;
Au quatrième tour, bravant les fils d’Aaron,
Entre les vieux créneaux tout brunis par la rouille,
Les femmes s’asseyaient en filant leur quenouille,
Et se moquaient, jetant des pierres aux Hébreux ;
À la cinquième fois, sur ces murs ténébreux,
Aveugles et boiteux vinrent, et leurs huées
Raillaient le noir clairon sonnant sous les nuées ;
À la sixième fois, sur sa tour de granit
Si haute qu’au sommet l’aigle faisait son nid,
Si dure que l’éclair l’eût en vain foudroyée,
Le roi revint, riant à gorge déployée,
Et cria : ” Ces Hébreux sont bons musiciens ! ”
Autour du roi Joyeux riaient tous les anciens
Qui le soir sont assis au temple, et délibèrent.

À la septième fois, les murailles tombèrent.

Algo para se prestar atenção.

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Som movimentado, com ritmo animado, que não te leva a pensar muito.
Nine Inch Nails.

Nine Inch Nails

http://www.nin.com

Pois é, voltei!

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Começou novo semestre na faculdade, estou em casa de novo, ele está lá, não estou muito animada, torço pro ano acabar logo.

Soares de Passos - Ultra-romantismo português

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Soares de Passos

O Noivado do Sepulcro

Vai alta a lua! na mansão da morte
Já meia-noite com vagar soouu;
Que paz tranqüila; dos vaivéns da sorte
Só tem descanso quem ali baixou.

Que paz tranqüila!… mas eis longe, ao longe
Funérea campa com fragor rangeu;
Branco fantasma semelhante a um monge,
Dentre os sepulcros a cabeça ergueu.

Ergueu-se, ergueu-se!… na amplidão celeste
Campeia a lua com sinistra luz;
O vento geme no feral cipreste,
O mocho pia na mormórea cruz.

Ergueu-se, ergueu-se!… com sombrio espanto
Olhou em roda… não achou ninguém…
Por entre as campas, arrastando o manto,
Com lentos passos caminhou além.

Chegando perto duma cruz alçada,
Que entre os ciprestes alvejava ao fim,
Parou, sentou-se com a voz magoada
Os ecos tristes acordou assim:

“Mulher formosa, que adorei na vida,
E que na tumba não cessei de amar,
Por que atraiçoas, desleal, mentida,
O amor eterno que te ouvi jurar?

Amor! engano que na campa finda,
Que a morte despe da ilusão falaz:
Quem dentre os vivos se lembrara ainda
Do pobre morto que na terra jaz?

Abandonado neste chão repousa
Há já três dias, e não vens aqui…
Ai, quão pesada me tem sido a lousa
Sobre este peito que bateu por ti!

Ai qão pesada me tem sido!”e em meio
A fronte exausta lhe pendeu na mão,
E entre soluços arrancou do seio
Fundo suspiro de cruel paixão.

“Talvez que rindo dos prostestos nossos,
Gozes com outro d’infernal prazer;
E o olvido cobrirá meus ossos
Na fria terra sem vingança ter!”

— “Ó nunca, nunca!” de saudade infinita,
Responde um eco suspirando além…
— “Ó nunca, nunca!” repetiu ainda
Formosa virgem que em seus braços tem.

Cobrem-lhe as formas divinais, airosas.
Longas roupagens de nevado cor;
Singela c’roa de virgíneas rosas
Lhe cerca a fronte dum mortal palor.

“Não, não perdeste meu amor jurado:
Vês este peito? reina a morte aqui…
É já sem forças, ai de mim, gelado,
Mas ainda pulsa com amor por ti.

Feliz que pude acompanhar-te ao fundo
Da sepultura, sucumbindo à dor:
Deixei a vida… que importava o mundo,
O mundo em trevas sem a luz do amor?

Saudosa ao longe vês no céu a lua?”
— “Ó vejo sim… recordação fatal”
— Foi à luz dela que jurei ser tua
Durante a vida, e na mansão final.

Ó vem! se nunca te cingi ao peito,
Hoje o sepulcro nos reúne enfim…
Quero o repouso do teu frio leito,
Quero-te unido para sempre a mim!”

E ao som dos pios co cantor funéreo,
E à luz da lua de sinistro alvor,
Junto ao cruzeiro, sepulcral mistério
Foi celebrado, d’infeliz amor.

Quando risonho despontava o dia,
Já desse drama nada havia então,
Mais que uma tumba funeral vazia,
Quebrada a lousa por ignota mão.

Porém mais tarde, quando foi volvido
Das sepulturas o gelado pó,
Dois esqueletdos, um ao outro unido,
Foram achados num sepulcro só.

MANON LESCAUT (1731), Abbé Prévost

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Abbé Prévost

Obra, cujo título primitivo era Manon Lescaut et le chevalier des Grieux, traz a história do amor incondicional de um amante, que pelo charme desmedido de sua maîtresse, vai muito além de seus limites.

” En dépit du plus cruel de tous les sorts, je trouvais ma félicité dans ses regards et dans la certitude que j´avais de son affection. J´avais perdu, à la vérité, tout ce que le reste des hommes estime; mais j´étais maître du coeur de Manon, le seul bien que j´estimais. (…)”

A despeito da mais cruel de todas as sinas, eu achava minha felicidade nos seus olhares (dela) e na certeza de que eu tinha sua afeição. Eu perdera, ao bem da verdade, tudo aquilo que o resto dos homens estima; mas eu era o senhor do coração de Manon, o único bem que eu estimava.

(tradução minha)

Romantismo/Modernismo

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 Gonçalves Dias

Canção do exílio
(Gonçalves Dias)

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Carlos Drummond de Andrade

Nova canção do exílio
(Carlos Drummond de Andrade)

Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.

O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata
e o maior amor.

Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.

Onde é tudo belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)

Ainda um grito de vida e
voltar
para onde tudo é belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.

Pascal Quignard

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Il est l´auteur d´oeuvres comme Tous les matins du monde et Le nom sur le bout de la langue, cette dernière que j´ai commencée à étudier.
On peut dire que le plus original au Quignard c´est le lien affectif qui se développe lors de la lecture entre l’auteur et le lecteur.
Aujourd´hui, il est une figure littéraire importante en France.

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Bonsoir a touts!!

Depois de uma noite inacreditável de oscar (não posso deixar de comentar)..Crash???Reese Witherspoon????Bahh…
Retorno trazendo algumas coisas:
-minha irmã foi para Assis - Psicologia
-voltei para São Paulo, pra Usp, para as aulas
-vi muitos filmes: King Kong, Munich, Extermínio, O Chamado I/II, O Jardineiro fiel, Crash, O segredo de Broakback mountain, A escada de Jacob, Jackie Brown, A volta dos mortos vivos (um que não dá tanto medo), lord of war, 8mm, sr & sra smith, kiss kiss bang bang, entre muitos outros.
-li alguns livros nas férias: Harry Potter- e o enigma do príncipe (sim, eu gosto!)(cruel), Quando Nietzsche chorou (discutível), um conto da Agatha Christie (não tão bom).

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Mais um ano indo embora. Só espero que 2006 seja mais tranqüilo, ou melhor, que eu esteja mais tranqüila.

Baudelaire

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Charles Baudelaire

A UMA PASSANTE

A rua em derredor era um ruído incomum.
Longa, magra, de luto e na dor majestosa,
Uma mulher passou e com a mão faustosa
Erguendo, balançando o festão e o debrum;

Nobre e ágil, tendo a perna assim de estátua exata.
Eu bebia perdido em minha crispação
No seu olhar, céu que germina o furacão,
A doçura que embala e o frenesi que mata.

Um relâmpago e após a noite! - Aérea beldade,
E cujo olhar me fez renascer de repente,
Só te verei um dia e já na eternidade?

Bem longe, tarde, além, jamais provavelmente!
Não sabes meu destino, eu não sei aonde vais,
Tu que eu teria amado - e o sabias demais!

Charles Baudelaire


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